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12 dezembro, 2009

BENTO 16 SE DIZ ENVERGONHADO POR ESCÂNDALOS DE PEDOFILIA


O papa Bento 16 expressou "indignação e vergonha" nesta sexta-feira por um escândalo de abusos sexuais de crianças cometidos por padres na Irlanda, que levou os líderes da Igreja Católica no país a prometerem uma reformulação.

Fontes da igreja disseram que alguns bispos devem renunciar após a divulgação de um relatório do governo que acusou líderes da Igreja de acobertarem o abuso difundido de crianças por padres durante 30 anos no país de maioria católica.

Em declaração emitida após uma reunião do papa com líderes da igreja irlandesa, o Vaticano disse que iria redigir uma carta ao povo irlandês sobre o abuso sexual na Irlanda e sobre os planos de ação do Vaticano. Essa será a primeira vez que o papa escreve um documento exclusivamente dedicado ao abuso sexual de crianças pelo clero.

O relatório do dia 26 de novembro disse que a Igreja havia ocultado "obsessivamente" o abuso infantil na arquidiocese de Dublin entre 1975 e 2004, e cumpria uma política de "não pergunte, não conte."

Na declaração de sexta-feira, o papa pediu orações pelas vítimas que sofreram os "crimes hediondos" e prometeu que o Vaticano iria "criar medidas efetivas e estratégias seguras para impedir reincidências".

O papel proeminente da Igreja na vida irlandesa foi um dos motivos pelo qual os abusos por parte de uma minoria dos padres passaram sem denúncia, segundo o relatório do governo. Um padre confessou ter abusado mais de 100 crianças. Outro disse que ele teria abusado de crianças a cada duas semanas por mais de 25 anos.

O relatório foi divulgado seis meses após a publicação de um outro documento igualmente incriminador e mais detalhado sobre açoitamentos, trabalho escravo e estupro coletivo na maioria das escolas de reformatório regidas pela Igreja no século 20 na Irlanda.

Fonte: Reuters

24 novembro, 2009

Cristãos e muçulmanos são perseguidos, presos e multados



UZBEQUISTÃO (10º) - As autoridades uzbeques continuam sua campanha de repressão. Centenas de muçulmanos e cristãos foram presos, atacados ou multados com um valor de até 50 vezes a média salarial do país, sob as acusações de "perturbar a ordem pública" e incitar o "ódio religioso".
No dia 5 de novembro, 12 oficiais da polícia secreta do Serviço de Segurança Nacional (NSS em inglês) prenderam Mekhrinisso Hamdamova, uma muçulmana da cidade de Karshi, no sudeste do Uzbequistão.
A polícia invadiu sua casa às 6h, revistou os cômodos e confiscou duas fitas e um livro que ela havia recebido como presente de uma organização muçulmana.
Ela foi acusada de crimes graves, puníveis pelos artigos 158 ("tentativa de golpe de estado contra o presidente"), 159 ("tentativa de subverter a ordem constitucional"), 161 ("terrorismo") e 164 ("incitar o ódio religioso") do Código Criminal.
Outras 30 muçulmanas foram presas entre sua família e amigos, e estão detidas em áreas isoladas da prisão na cidade de Karshi.
Um ativista uzbeque disse à agência Forum 18 que as mulheres sofreram "tortura psicológica e intimidação, para que testemunhassem contra Mekhrinisso".
A campanha de repressão contra a liberdade religiosa também afetou os cristãos. A polícia invadiu os cultos, confiscou materiais religiosos (livros e fitas cristãos) e aplicou multas.
No dia 23 de outubro, 11 protestantes foram multados por jantarem juntos na casa de um amigo, e acusados de infringir leis religiosas ao ensinar sem permissão ou preparação. O valor das multas é de 10 a 50 vezes a média de salário mensal no país.
Anteriormente, no dia 5 de outubro, outros 17 protestantes foram multados por "possuírem literatura religiosa sem permissão".




Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: AsiaNews

15 junho, 2009

Evangelistas são agredidos por camponeses muçulmanos


Quase quarto meses depois de camponeses muçulmanos no sub-distrito no sudeste de Bangladesh furiosamente atacarem evangelistas por terem mostrado “Filme de Jesus”, um dos cristãos ainda está sob tratamento pelos danos nervosos causados em seu quadril.

O funcionário da Christian Life Bangladesh (sigla em inglês, CLB), Edward Biswas, 32, foi internado no Centro Fisioterápico Alabakth no dia cinco de maio. Dr. Mohammad Saifuddin Julfikar informou que as feridas que ele originadas no ataque ocorrido no dia 08 de fevereiro no distrito de Feni, a cerca de 150 km ao sudeste de Dhaka, causou complicações neurológicas em seu quadril.

“A junta do quadril foi deslocada e um osso foi fraturado”, informou Julfikar.

Biswas disse ao Compass que ele e Dolonmoy Tripura, 21 anos, exibiram o filme em 07 de fevereiro em uma casa na vila Chandpur, onde eles também ensinavam sobre os perigos do arsênico na água, cuidados da saúde de mãe e filhos e a prevenção da AIDS a mais de 200 pessoas pobres e, em sua maioria, analfabetas. O Fundo da Criança das Nações Unidas reportou que mais de 30 milhões de pessoas estão expostas aos altos níveis de arsênico na água de Bangladesh e da Índia.

Azad Mia da mesma vila pediu a eles que mostrassem o filme em sua casa no dia segunte. Eles forma para a sua casa no dia 08 de fevereiro, mas por um parente de Mia estar doente eles não puderam exibir o filme. No retorno para casa, disse Biswas, alguns camponeses lhe disseram para mostrar o filme em sua casa; os dois evangelistas desconfiaram tratar-se de uma armadilha.

“Primeiro eles tentaram falar suavemente conosco no caminho para as casas deles”, comenta Biswas. “Com a nossa recusa em mostrar o filme, eles tentaram nos forçar a ir até lá. Eu suspeitei de algo e me recusei a ir. Depois eles forçosamente nos levaram para dentro da vila.”

“Cerca de 20 pessoas se juntaram e começam a bater neles”, disse.

“Alguns dos idosos da vila lhes rogaram para soltar-nos, mas eles estavam determinados a ver o filme”, disse Biswas. “Eles nos levaram para um pátio escolar onde nós mostramos o filme mediante tremenda compulsão. Depois de mostrar 20 minutos da primeira bobina do filme, camponeses muçulmanos começou a nos bater na medida em que fomos caindo no chão. Eles nos deram socos e chutes”.

Enquanto 15 e 20 muçulmanos os atigiam, cerca de 200 outros presentes olhavam. Os camponeses também bateram em um muçulmano que transportou funcionários da CLB pela vila em uma carroça para a divulgação do filme.

Os assaltantes também destruíram o projector de filmes, gerador, microfone e os quarto rolos do filme, contabiliza Biswas.

“Muitos dias apõs o ocorrido, eu soube por alguns camponeses que uma família recebeu um cristão há 10 anos na vila vizinha. Todos os camponeses ficaram bravos e eles desalojaram a família da comunidade”, contou Biswas.

De acordo com ele, o ataque foi pré-planejado, tendo a exibição do filme como pretexto legítimo para feri-los, disse ele. Eles também ameaçaram Daud Mia, um camponês muçulmano que permitiu a exibição do filme em sua residência no dia anterior.

O supervisor da área da CLB Gabriel Das levou Biwas and Tripura para tratamento médico. O Presidente da CLB, Sunil Adhikary, expressou sua preocupação sobre a liberdade religiosa e os direitos das minorias assegurados na constituição do país.

“O ataque foi um flagrante da violação dos nossos direitos”, afirmou Adhikary. “Eles mostraram o filme, mas não forçaram ninguém a se converter.Nós perdoamos os que atacaram e mostramos a eles o amor do nosso Deus.”

Desde 2003, pelo menos três funcionários da CLB foram assassinados – provavelmente por extremistas islâmicos, segundo a polícia e oficiais locais – e centenas foram feridas.

Em abril, o primeir-ministro Sheikh Hasina Wazed falou sobre liberdade religiosa, governança democrática e oportunidades iguais em Bangladesh com Gerard Valin, vice-almirante da marinha francesa e comandante das forças unidas francesas no Oceano Ìndico, que estava visitando o país. Hasina disse ao comandante que Bagladesh protegeria a liberdade religiosa para todas as crenças, como também asseguraria a liberdade de expressão de todas as minorias.

Tradução: Cecília Padilha




Fonte: Compass Direct