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02 março, 2010

CLASSIFICAÇÃO DOS PAÍSES POR PERSEGUIÇÃO

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Fonte: Portas Abertas

24 novembro, 2009

Cristãos e muçulmanos são perseguidos, presos e multados



UZBEQUISTÃO (10º) - As autoridades uzbeques continuam sua campanha de repressão. Centenas de muçulmanos e cristãos foram presos, atacados ou multados com um valor de até 50 vezes a média salarial do país, sob as acusações de "perturbar a ordem pública" e incitar o "ódio religioso".
No dia 5 de novembro, 12 oficiais da polícia secreta do Serviço de Segurança Nacional (NSS em inglês) prenderam Mekhrinisso Hamdamova, uma muçulmana da cidade de Karshi, no sudeste do Uzbequistão.
A polícia invadiu sua casa às 6h, revistou os cômodos e confiscou duas fitas e um livro que ela havia recebido como presente de uma organização muçulmana.
Ela foi acusada de crimes graves, puníveis pelos artigos 158 ("tentativa de golpe de estado contra o presidente"), 159 ("tentativa de subverter a ordem constitucional"), 161 ("terrorismo") e 164 ("incitar o ódio religioso") do Código Criminal.
Outras 30 muçulmanas foram presas entre sua família e amigos, e estão detidas em áreas isoladas da prisão na cidade de Karshi.
Um ativista uzbeque disse à agência Forum 18 que as mulheres sofreram "tortura psicológica e intimidação, para que testemunhassem contra Mekhrinisso".
A campanha de repressão contra a liberdade religiosa também afetou os cristãos. A polícia invadiu os cultos, confiscou materiais religiosos (livros e fitas cristãos) e aplicou multas.
No dia 23 de outubro, 11 protestantes foram multados por jantarem juntos na casa de um amigo, e acusados de infringir leis religiosas ao ensinar sem permissão ou preparação. O valor das multas é de 10 a 50 vezes a média de salário mensal no país.
Anteriormente, no dia 5 de outubro, outros 17 protestantes foram multados por "possuírem literatura religiosa sem permissão".




Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: AsiaNews

06 setembro, 2009

UMA HISTÓRIA SEM FIM?

POR Desiree Froes Rocha

Em agosto de 2008, começou-se a escrever um novo capítulo na história da Igreja indiana, mais exatamente a Igreja localizada no Estado de Orissa.

Um ativista hindu, que atuava contra ações missionárias, foi assassinado no dia 23 daquele mês e ano. Uma guerrilha maoísta assumiu a responsabilidade pelo assassinato, mas extremistas hindus usaram o caso para começar uma série de ataques contra os cristãos da região, no que ficou conhecido como o pior caso de perseguição religiosa na Índia desde que o país se separou do Paquistão, em 1947.

O saldo de tal perseguição, que durou mais de dois meses, segundo relatos é de 54 mil cristãos desabrigados, 315 aldeias completamente destruídas, 120 pessoas assassinadas e milhares de feridos, além de 252 igrejas destruídas.

Hoje, um ano após o início dessa história, ainda existem 4 mil pessoas vivendo em campos de desabrigados e milhares temem voltar para suas vilas, pois correm o risco de ser mortos ou convertidos à força ao hinduísmo. Os cristãos não podem ao menos reconstruir suas casas, pois os hindus os proibiram de pegar madeira na floresta para a reconstrução. Onde as igrejas foram destruídas, construíram-se templos hindus. As crianças não podem voltar para a escola, os campos não podem ser cultivados e recomeçar a vida parece impossível.

Por enquanto o exército mantém o controle da situação, mas os cristãos temem que o pior possa acontecer quando o exército for embora.

Um cristão, vítima da violência, chamado Abraham Mali, ao testemunhar para colaboradores da Portas Abertas, disse: “Somos pessoas simples, indefesas e inofensivas. Passamos a maior parte do tempo em nossa terra. Apesar disso, fomos qualificados como terroristas. Ameaças de violência continuam, incluindo o estupro das viúvas e órfãs. Peço que você ore para que isso não aconteça e para que a situação não piore.”

Nosso irmão Abraham e tantos outros, com certeza, precisam de nossas orações. Precisam saber que não estão sozinhos em suas tribulações e sofrimento. Por isso, eles contam comigo e com você. Com nossas orações, apoio financeiro e intercessão junto ao governo local, para que os cristãos possam ter seus direitos garantidos.

Como isso é possível? A Portas Abertas pode ser a ferramenta usada para esses propósitos. Semanas após os ataques, a Portas Abertas já estava no local distribuindo kits com itens básicos para as famílias desabrigadas, refeições, assistência médica, terapia pós-trauma e seminários para fortalecimento espiritual e de instrução sobre os direitos legais que essas pessoas possuem.

A história completa sobre os cristãos de Orissa, os projetos desenvolvidos pela Portas Abertas desde o início dos ataques, testemunhos, vídeos, pedidos de oração e toda orientação sobre o que podemos fazer a favor desses nossos irmãos, estão disponíveis numa página especial, no site da Missão Portas Abertas.

A parte da história que passou não pode mais ser mudada, mas hoje podemos fazer a diferença e ajudar os cristãos de Orissa a escreverem sua história rumo a um futuro melhor. Para que eles possam permanecer firmes nos caminhos do Senhor Jesus, na esperança de que a promessa dos novos céus e da nova terra se concretizará e naquele dia, “o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”(Apocalipse 21.3b-4). Amém!

Há ainda muito que fazer. Essa história ainda não chegou ao fim, mas podemos agir para que ela tenha o fim que Deus planejou para sua Igreja.

Retirado do Blog: PORTAS ABERTAS